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Cabeça baixa, mirando a bola e, aparentemente, concentrado na batida. Diego corre para a cobrança e finaliza, no meio do gol, fraco, para fácil defesa de Santos. Não é a primeira vez que o camisa 10 do Flamengo sucumbe na marca da cal.

O pênalti perdido nesta quarta-feira, contra o Athletico Paranaense, que abriu as cobranças na disputa vencida pelo Furacão, foi o 5º desperdiçado pelo meia em 14 tentados desde que chegou ao clube, em 2016. Um aproveitamento de apenas 64,3%.

Neste Brasileirão, por exemplo, a porcentagem de acerto das equipes é de 72% – 18 convertidos em 25 batidas, segundo dados do Footstats. Ou seja, Diego está abaixo da média.

Mas por que o apoiador segue cobrando pênaltis? A resposta talvez esteja no desempenho ruim também de seus companheiros.

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Quando chegou à Gávea, no 2º semestre de 2016, Leandro Damião era o cobrador da equipe, tendo Alan Patrick como segunda opção. Contra o Figueirense, na 26ª rodada do Brasileirão, porém, o centroavante foi parado por Gatito, ainda no 1º tempo. Um outro pênalti foi marcado na etapa final e quem foi pra bola dessa vez foi Diego, balançando as redes.

Ali começava a relação do meia com os pênaltis pelo Rubro-Negro, algo que não vinha sendo comum na sua carreira nos anos mais recentes. No Fenerbahçe, da Turquia, seu último clube antes do Flamengo, Robin van Persie e Fernandão – hoje no Bahia – eram os batedores à sua frente, não tendo essa responsabilidade. No Atlético de Madrid, Diego Costa era a primeira opção.

Desde a temporada 2012/2013, pelo Wolfsburg, da Alemanha, que o jogador não tinha essa missão. Na ocasião, teve 100% de aproveitamento, botando nas redes as três chances que teve.

Em 2017, com Damião no banco, começou o ano como batedor, marcando sobre Macaé, Vasco e Fluminense. Contra o Tricolor, na decisão da Taça Guanabara, Rever e Rafael Vaz desperdiçaram, e o Rubro-Negro perdeu o título.

Com 100% de aproveitamento até então nas cobranças pela equipe, Diego viveu sua primeira grande frustração contra o Palmeiras. Em jogo considerado uma final antecipada entre os dois clubes, o camisa 10 foi parado por Jaílson, já com 30 minutos da etapa final e o placar empatado em 2 a 2. Ainda assim, se manteve no posto.

Dois meses depois, errou contra o Cruzeiro, na decisão da Copa do Brasil, dando a taça aos mineiros. Era a deixa para o jogador perder a condição de cobrador oficial. Porém, duas semanas depois, Éverton Ribeiro também falhou. Contra a Chapecoense, Jandrei defendeu a batida do meia, e Diego decidiu o jogo minutos depois, fazendo 1 a 0 e ganhando nova moral. Depois disso, voltou aos pênaltis e anotou sobre Bahia, Corinthians e Vitória em sequência.

A chegada de Henrique Dourado, em 2018, tirou dele novamente essa responsabilidade. Em 2018, Ribas bateu, e fez, apenas uma penalidade, contra a mesma Chapecoense, pelo Brasileirão. Isso porque o atacante não estava em campo.

Com a saída de Dourado, o insucesso sobre o Cruzeiro já distante e uma série de quatro batidas e quatro gols desde a final da Copa do Brasil, Diego começou 2019 mais uma vez no topo da lista. Contra o Ajax, na Florida Cup, não precisou bater para o time vencer, mas na estreia do Estadual, logo aos 16 minutos, foi o indicado para assumir a cobrança e empatar o duelo com o Bangu. O Fla virou com Rhodolfo e poderia ter ampliado em novo pênalti, mas o camisa 10 foi impedido pelo goleiro Jefferson. Ainda assim, deixou o campo aplaudido.

Na semifinal do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, Diego foi poupado, e quem assumiu a batida já nos acréscimos foi Éverton Ribeiro, que garantiu o time na decisão.

O camisa 10 voltou a bater pênaltis já nesse Brasileiro. Contra a Chape, novamente, só que dessa vez acabou parado por Tiepo. A posição de cobrador, a partir daí, parece ter passado para Gabigol, que assumiu a responsabilidade contra o Athletico, no triunfo de virada por 3 a 2, também pelo Brasileirão.

Agora, com um retrospecto longe do ideal, Diego conheceu mais uma vez o insucesso na penalidade. Dessa vez, talvez, mais pela maneira do que pelo desperdício, já que Vitinho e Éverton Ribeiro também perderam.

Que Diego tem dificuldades nas cobranças, não é uma novidade. Resta descobrir no Flamengo quem não tem.

PÊNALTIS DE DIEGO PELO FLAMENGO

18/09/2016 – Flamengo 2 x0 Figueirense – Gol
01/02/2017 – Flamengo 3×0 Macaé – Gol
25/02/2017 – Flamengo 1×0 Vasco – Gol
05/03/2017 – Flamengo 3×3 Fluminense (2×4 nos pênaltis) – Gol
19/07/2017 – Flamengo 2×2 Palmeiras – Perdeu
27/09/2017 – Cruzeiro 0x0 Flamengo (5×3 nos pênaltis) – Perdeu
19/10/2017 – Flamengo 4×1 Bahia – Gol
19/11/2017 – Flamengo 3×0 Corinthians – Gol
03/12/2017 – Vitória 1×2 Flamengo – Gol
08/09/2018 – Flamengo 2×0 Chapecoense – Gol
20/01/2019 – Flamengo 2×1 Bangu – Um gol e um perdido
12/05/2019 – Flamengo 2×1 Chapecoense – Perdeu
17/07/2019 – Flamengo 1×1 Athletico (2×4 nos pênaltis) – Perdeu

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